domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Fica a letra da música para pensarmos juntos...
A velha estória de amor que sempre acaba bem, meu bem
Meio demodê para hoje em dia
Antigamente, tudo era bem mais chique
Mas acontece que eu nasci pra ser só de você
É claro que a sorte também ajudou
Ultimamente, um romance dura pouco
Enrola, seu corpo no meu corpo
Agora, está na hora de dançar...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Qual o sentido da construção social da vida?

... Ultimamente tenho pensado muito e tentado entender um pouco esse estado de insatisfação coletiva que tem assolado a todos os jovens, aqueles que têm os seus vinte e poucos anos, ou seja, nos que compartilhamos o mesmo conjunto de influências, que fomos protótipos e representantes fies de um modelo de BRASIL que sustenta em si a marca de contradições muito profundas e que notadamente vive uma troca de paradigmas...
Somos, a meu ver, frutos de um projeto de modernidade falido que se transformou no que alguns chamam de pós-modernidade... Não sei de fato que nome dar a isso que estamos vivendo; não sei se isso é fruto de uma inconsciente frustração coletiva. O que sei, ou melhor, o que me parece ser capaz de sentir é que estamos formando um exército de jovens cansados, frustrados, sem sonhos, mas, ao mesmo tempo com ambições, cheios de egoísmos e egocentrismos, estamos sonhando com a vida fácil, nos viciamos em um mundo ‘fast food’ em que os resultados de grandes coisas têm que acontecer tão rápido quanto o tempo de espera na fila da ‘sanduicheria’...
Sinto que o amor, para nossa recém e compartilhada juventude é contraditório, ele é romântico enquanto sonho e virtualidade, mas, na prática, no mundo real as pessoas estão cada vez mais se usando, a fidelidade é cada vez mais anacrônica, a admiração é cada vez mais uma peça que reside no museu dos sentimentos, a construção coletiva e compartilhada é cada vez mais substituída pelo desejo alucinado de crescer só, a ambição está imbricada com a inveja e o crescimento do outro parece necessariamente refletir a perca do espaço do eu... Isso tudo está ajudando a criar um estado de histeria coletiva em que as vaidades e o proto-racionalismo construído em cada sujeito só o fizesse capaz de julgar o outro, mas, um julgamento sem possibilidade de defesa do réu, um julgamento cognoscitivo em que o outro já está previamente julgado, culpado e condenado e o juiz, ah o juiz sempre está protegido e envolvido por um sacrossanto manto de razão, verdade e certezas... o eu nunca será subjugado ao outro, quem é o outro?
Aí, então essa atmosfera, esse Zeitgeist, de nossa época cria sujeitos que não se pensam, quase os deuses do poema, e por não se pensarem não se encontram, não se aceitam e não são felizes, e são apáticos e vivem a espera de que suas verdades sejam reconhecidas em arena pública, mas, como esperar que os líderes do exercito do ‘eu sozinho’, como dizia aquela outra música, reconheçam no outro um outro, só eus, e nunca eles, e por isso lá no fundo as pessoas perderam a esperança, o brilho nos olhos e a disposição de lutar, porque nem elas mesmas acreditam que alguém sairá de seu mundo individual para reconhecer a beleza do mundo do outro...
Então de repente nada faz mais sentido, nem família, nem amigos, nem amores, nem as amélias, elas não mais existem... Vivemos um mundo vazio de outros e cheio de eus e um mundo assim fica muito sem graça... Qual o sentido da construção social da vida?
Copyright: Operários, Tarcila do Amaral (Imagem Ilustrativa)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Enquanto a vida acontece...

...enquanto a vida acontece vamos esquecendo que acontecemos juntos a ela! ...enquanto a vida acontece, parece que nos esquecemos de sermos quem éramos... talvez mais que isso, enquanto a vida acontece vamos acontecendo dela e ela vai sendo responsável por pensarmos que enquanto ela acontece precisamos esperar que outras coisas aconteçam para que façamos outras acontecerem... E aí?
...aí que a garrafa de vinho nunca foi aberta, o presente nunca foi entregue, a palavra nunca foi dita, o amor nunca compartilhado... E então?
...então, de uma hora p’ra outra a vida para de acontecer como estávamos acostumados a vê-la acontecer... Então, tudo parece ganhar um novo tom, um tom melancólico, um tom triste, um tom de sofrimento que torna a vida outra vez uma possibilidade e não mais um simples acontecer... Os dias passam lentos, os desejos se tornam intensos, as fomes insaciáveis... E o amor então aparece com uma força, um tamanho e uma proporção que nunca foram mostrados enquanto a vida acontecia.
Às vezes então desejamos que a vida deixe de acontecer e comece a ser construída, a ser sentida e não mais apenas visitada...
Como fazer que a vida não volte a passar como uma realização inexorável da necessidade de acontecer? Como fazer para que os sentimentos ditos sejam sentidos? Como fazer que a garrafa de vinho tomada, ainda que em um copo de requeijão, não espere apenas os dias especiais? Como fazer que o vinho, o amor, a palavra e o presente sejam o símbolo da confirmação de um pacto em fazer a vida e não deixar ela simplesmente acontecer?...
Bom início de maio, boa reflexão, boa vida!!!
quinta-feira, 31 de março de 2011
My new resolution is to trust you (Copyright Shakira)

My new resolution is to trust you/My business to love you until you've had it/I'm not gonna miss out on the good stuff/The grass is much greener with us on it… (Shakira, Good Stuff, She Wolf, 2009)…
Hoje esta música escorregou a todo tempo pelo meu imaginário, primeiro quando acesso o facebook um amigo a tinha postado, curti e escutei a música, aí no final da manhã outro amigo fez um novo post em seu blog pessoal sobre confiança e lá vem de novo a música em minha cabeça... Acho que não é só a música que está circulando meus pensamentos hoje, no final das contas acaba sendo bem mais que isso, acho que o tema que ela trata, o tema que moveu o post do meu amigo é o tema que de uma forma geral move a todos nós, já que somos seres sociais e sociáveis precisamos ter e construir relações que revelem o desejo, a vontade e a possibilidade de ter alguém a quem se pode confiar, acho que o desafio maior é que esse voto de confiança seja dado, respeitado e compartilhado com quem não temos nenhuma história anterior, é como se fosse um desejo louco por descobrir em meio ao desconhecido alguém que poderia e pode ser o mais novo íntimo, como se a falta de experiências e frustrações anteriores tornassem a confiança o resultado de um conjunção de desejos e fantasias criadas e estimuladas pelo subconsciente, como algo precioso, único, exclusivo e quase inexistente... Por isso a nova decisão é confiar em você, confiar é sempre um caminho pra é sucedido de coisas boas, por isso boy... “my new resolution is to trust you”... thanks Shaki...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz 2011!!

2010 chegou ao fim e junto com ele muitos sonhos, desejos, esperanças e planos... Ações realizadas e por realizar. Acho que essa não é uma condição, nem uma característica específica a 2010. 2009 foi assim, 2008, 2007... E inexoravelmente 2011, 2012, 2013... talvez, essa seja a condição humana, superar e criar desafios, desejos, sonhos e esperanças. A vida é um grande palco em que o espetáculo dos encontros e desencontros acontece a todo o momento... o caminho do ano, dos anos, da vida permite que muitos estejam na presença cotidiana, e outros tantos, que antes estavam próximos, fiquem um pouco mais longe. Mas, o que 2010 trouxe e que 2011 trará, também 2012, 2013, 2014... É a certeza de que a vida acontece desrespeitando as lógicas de proximidade e distância, por isso alguns próximos estão longe, e alguns distantes se tornam cada vez mais próximos, mesmo com a conversa truncada, com os ânimos desencontrados ou até mesmo com o silêncio. No final das contas a presença que conta é aquela que levamos no coração, e isso tempo nenhum mudará. Aquilo que de mais verdadeiro, de mais terno que cultivamos, sempre, sempre e sempre renderá frutos, uma vez que o encontro de almas supera, indiscutivelmente, o encontro físico, concreto... Nessas horas de fechar coisas para abrir novas, ou renovar antigas ou torná-las antigas novidades, percebemos que o segredo da experiência humana é o encontro metafísico.
Por isso, desejo a todos os que amo, e que conseguimos metafisicamente nos encontrar, um feliz 2011 cheio de sonhos, desejos, esperanças e planos. Espero que sigamos caminhando na tentativa de desvendar e construir um mundo melhor ou um pouco menos injusto.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O final de 2010...

Este ano, que está acabando de escorrer entre os dedos, foi bastante interessante. Aprendizados e aprendizagens mil. Acho que a melhor e maior delas sempre estar por vir. Entretanto, cada momento tem que ser entendido como especial e único, afinal, só crescemos quando tudo isso é somado e depois de tudo ponderamos os resultados, nem sempre de maneira aritmética.
O grande saldo é poder entender um pouco mais quem é você mesmo e quem são aqueles que estão ao seu redor.
Nesse interstício de alguns meses sem escrever aqui, posso dizer que não sou nem a sombra daquele homem que escolheu o último post. Nem sou, tampouco, o menino inseguro, ferido e cheio de autopiedade de algumas postagens mais atrás.
2010 trouxe consigo muitas pessoas novas, muitas pessoas velhas e muitas pessoas que vieram e logo se foram e muitos que foram porque não conseguiram vir direito; foi um ano muito movimentado, mas ao mesmo tempo muito parado. Muitos risos, alegrias, emoções, lágrimas... Nada que fosse suficientemente intransponível ou indelével, apenas a vida no seu constante ir e vir, quase como um mar... E isso 2010 também trouxe com vontade, muito amar, amor... E agora me deparo no meio de mais um novo e intrigante estado de amor... Vejamos o que 2011 faz com ele, espero que as melhores coisas, sem dúvidas.
Como cantava a Elis: “Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa”
Que 2011 venha completar o que 2010 não foi capaz de fazer, só pediria que quando ele chegasse por aqui, trouxesse com ele um pouco mais de delicadeza, afinal, todos precisamos encontrar as flores do caminho...
sábado, 28 de novembro de 2009
Carisma e poder
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5430
Carisma e poder
12/11/2009 16:33:51
No jogo político moderno, mais do que em quaisquer outros, as imagens e palavras têm um efeito fantástico sobre o nosso comportamento. Disse “moderno” porque, antes de nossa “época”, alguns instrumentos adicionais (veneno, punhal...) eram utilizados, com efeitos também fantásticos, tão ou mais radicais, mas provavelmente menos eficientes... É isso que leva os políticos habilidosos a utilizarem-nas para manipular a opinião pública na direção que lhes convém. Uma palavra ou imagem bem escolhida tem o efeito de vírus transmissor de infecção.
No Brasil temos dois exemplos marcantes, modernamente se diria “emblemáticos”. Um foi o de Jânio Quadros, há apenas 59 anos. Com a imagem da “vassoura”, iria varrer “a corrupção que desgraçava este País”. A ideia era forte e o alvo, claro: os políticos corruptos e o funcionalismo público. Estes “deveriam servir e respeitar o povo que os sustenta, mas em lugar disso o humilham e servem-se dele”.
Diligente e inteligente administrador, e ainda melhor ator, tão logo eleito prefeito de São Paulo (por grande maioria, mas puro acidente), criou a “administração-espetáculo”, que o transportou, em nove anos, numa carreira meteórica, de político desconhecido, de vereador a prefeito (1953-1954), a governador de São Paulo (1955-1959) e a presidente do Brasil (1961). Em 1953, demitiu em massa funcionários municipais com retumbante sucesso popular. Em 1955, fez o mesmo no funcionalismo estadual. Segundo Jânio, “cada pontapé” dado no funcionalismo público lhe rendia “10 mil votos...” Uma ideia simples, mas forte: combater a corrupção, objetivada num alvo indefeso, fácil de localizar e odiado (ou invejado?) pela sociedade.
O outro exemplo, este de “ontem”, é Fernando Collor. Com o mesmo mote de combater a corrupção, mas agora com um alvo difuso – o “marajá” –, mobilizou a sociedade brasileira com o mesmo desprezo de Jânio pela estrutura política e partidária. Mas quem era o “marajá”? A habilidade da mensagem foi identificar, em cada mente simples, o “marajá” como o seu desafeto mais próximo. Uma ideia arrebatadora transformou, em poucos meses, um inteligente, mas pouco conhecido, político alagoano em presidente da República. No final, talvez os dois tenham sido vítimas da mesma doença: 1. Seu espetacular sucesso. 2. Sua imaturidade. Quando renunciou, de forma muito mal esclarecida, Jânio tinha 44 anos. Quando foi cassado, num jogo político até hoje bem escondido, Collor tinha 43.
Todo esse longo introito é apenas para lembrar como as palavras têm força. É por isso que uma questão puramente acadêmica (talvez de escolástica-medieval, saber se a economia entrou ou não numa recessão) adquiriu contorno e significado politicamente transcendentes. Os fatos estão aí. Houve, em 2008 e início de 2009, uma queda no nível do emprego e do nível de atividade no Brasil, acompanhando a liquefação de toda a economia mundial e ameaçando transformar a marolinha de Lula num “apagão” que afinal não houve.
Naqueles momentos, não eram muitas as pessoas que esperavam respostas do governo na direção correta e ‘muitos mais’ (obviamente, a “burguesia endinheirada”) simplesmente descriam da capacidade do presidente de lidar com problemas altamente sofisticados que haviam embananado a linguagem e ofuscado as imagens de boa parte da academia mundial.
Não tenhamos dúvida de que sua imagem seria oferecida na próxima campanha eleitoral em 2010, não como “marajá” ou “corrupto” (que o povo sabe que ele nunca foi), mas como o legítimo espécime daquela “raça” que nós “elegemos por engano”. Peço desculpas aos leitores, pois ouvi essas expressões tão “politicamente corretas” num salão nobre, de gente que obviamente nunca viajou num “pau de arara”.
Pensei se, na verdade, existiria uma forma maior de, ainda menino, conhecer o chão de seu país e o ânimo de sua gente do que vencer 2 mil quilômetros de estradas poeirentas a bordo de um legítimo “pau de arara”? Depois, enfrentar um piso de fábrica, terminar um curso do Senai, desafiar o humor de um regime autoritário e criar o maior sindicato obreiro do Hemisfério Sul? Finalmente, sem passar pela academia, sem ao menos ler Gramsci, Althusser, Keynes ou Schumpeter, tornar-se o “cara” que conduziu o grande país a vencer a recessão antes da maioria dos principais protagonistas globais?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Para não dizer que só falei de amores...
É extremamente desagradável quando descobrimos que alguém é isso ou é aquilo, rotular, classificar, resumir... Todas essas definições são apenas uma redução da grande estrutura complexa que é o ser humano. Bom, e por medo de que eu mesmo pudesse ser fruto de uma redução da minha própria forma de me mostrar, resolvi escrever um texto que te início eu só sabia o título: “Para não dizer que só falei de amores”, afinal é tão chato quando alguém fica bitolado a um mundo idílico e sofredor do que seja o amor. Porém, o texto tão pouco poderia ser o não-amor, afinal, se usarmos a dialética, o contrario é uma etapa de existência do seu par antagônico, e aí eu cairia no mesmo conto original e voltaria a falar de amor... Mas, então, eu pensei e comecei a me perguntar: Como um texto que se chama – Para não dizer que só falei de amores - pode ter outro conteúdo que não seja o amor? Ainda que esse amor esteja disfarçado de amor próprio, e por isso mesmo retórico e categórico em afirmar o amor que se sente não é amor, e que o amor que se escreve enquanto texto não é o mesmo amor que se escreve enquanto história, não adianta o amor é o amor e aí a gente começa a ser vazio e pequeno quando o tenta negar, porque no final das contas nenhum argumento é capaz de descategorizar esse sentimento que por si só já é composto de contradições... Para não dize que só falei de amores acaba sendo o texto do blog com mais conteúdo expresso sobre o amor, e o danado é que essa coisa de amar é tão gostosa que a gente quando não está amando só quer pensar em amar, e quando está amando faz de tudo pra manter o sentimento igual à primeira vez que ele foi despertado... eu ainda estou buscando ele...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O problema é a tal da sintonia...
Tudo que qualquer pessoa deseja na vida é encontrar alguém que lhe escute, que ajude a resolver seus problemas, que esteja disposto a crescer com você, não apenas crescer profissionalmente, mas crescimento como maturidade de relacionamento. Infelizmente, a vida é uma loucura e quando encontramos alguém assim aparece aquele velho problema típico dos rádios AM e FM da época dos nossos parentes mais distantes, a tal da sintonia. ... Particularmente estou em uma fase de não querer aventuras, e muitas vezes, disse que o melhor seria encontrar alguém mais experiente, acontece que encontrei, do jeito que eu queria, desejava, sonhava e esperava ... Mas, e a tal da sintonia? Estou sendo amado, sinto o amor nos olhos, nos gestos, na maneira como fala, como cuida, como respira, mas, porque será que não é recíproco? Por que será que a gente só gosta de quem não presta?