sábado, 8 de fevereiro de 2014

A ameaça às coisas “de toda la vida”...
Depois de alguns dias na capital espanhola, algumas novas expressões, palavras e formas de se comunicar frente às necessidades da vida cotidiana vão se apresentando e agregando valor ao vocabulário ainda limitado do recém-chegado estrangeiro...  eis que entre um monte de coisas, sensações, descobertas, estranhamentos e reconhecimentos surge uma expressão de certa forma simples e graciosa que do nada me fez pensar... “de toda la vida”... ao que parece esse é um recurso usado com bastante frequência pelos espanhóis...
... caminhando, conversando, escutando e percebendo os detalhes das falas e discursos não dá pra ser omisso à carga pesada dada ao momento da crise atual, parece que há anos não se sentia na pele de maneira tão forte os efeitos de um “abalo sísmico econômico” nos elementos do dia-dia... e aí quase que por um intertexto não apontado explode em mim o sentido das “cosas de toda la vida”, são os vizinhos de toda la vida que não estão mais nos barrios de toda la vida, são as compras de toda la vida que não se pode fazer como se fazia por toda la vida, são os mercados e os locais dentro dos mercados de toda la vida que não estão mais lá... ahhh, os cinemas, teatros, restaurantes, lugares e serviços de toda la vida que não mais estão ali pra ajudar a contar às histórias de toda la vida...

... que triste perceber que esse movimento atual (chamem do que quiserem chamar) ameaça de forma violenta e sintomática las cosas de toda la vida, não só na Espanha, mas em todo mundo, vivemos um momento na reprodução da vida social que já não temos as coisas de toda la vida, a flexibilização da produção, os novos padrões e forma de consumo, a precarização do trabalho, o recrudecimento de todas as ordens impostos à maneira de se viver têm eliminado sem nenhum constrangimento as coisas de toda la vida... os bairros estão devastados, as relações sociais rompidas... a casa não está mais lá, no lugar dela prédios funcionais e frios, um conjunto deles... conjuntos fechados com seguranças, guaritas, câmeras, fios, controles remotos, sensores remotos... a vida não é mais como foi vivida por toda la vida... que estranho esse mundo novo que pra mim está sendo construído por um capital(ismo) em crise e cheio de perversidades ... estamos perdendo a vida, por toda la vida!?!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A vida aproxima e afasta pessoas, muitas vezes sentimos tristeza quando algumas se vão, acho que de alguma forma nos sentíamos vinculados a um sentimento que só existia na gente. A verdadeira sabedoria faz com que pelo menos esse sentimento de perda seja minimizado, alguém só sai definitivamente das nossas vidas se não tinha que entrar. Então, como me disse um amigo espanhol certa vez, o mundo é imenso e cheio de pessoas maravilhosas, reflito eu: temos que apostar nos próximos encontros, próximos risos e guardar as lágrimas, elas não precisam ser desperdiçadas por pessoas que não as sentem. Muitos existem ao nosso lado, novos chegaram e chegarão... viva o louco e maravilhoso movimento da vida... Aos que estão perto, amo muito vocês, aos que optaram por estar longe, vão com Deus! Bom início de semana a todos!
Quase 1 ano depois e eu venho revisitar o meu blog, engraçado me lendo ainda mais pra trás me redescubro, alguns erros de português: grafias, concordâncias, pontuação, alguns erros de postura, alguns erros de reflexões. Entretanto, o mais engraçado, apesar de tudo isso, são muitas ideias, muitos sentimentos...  Muita vida... alguns anos depois estou eu aqui, confessando-me para mim mesmo, outra vez, seria um resgate de um eu mais jovem ou seria a tentativa de rejuvenescimento de um eu mais velho e um pouco cansado? Não sei, será que existe ou já existiu linearidade na vida e no pensamento de alguém? Será que não somos o tempo todo essa eterna mistura de quem um dia fomos, de quem queremos ser e do que conseguimos ser? Quase 30 e ainda não tenho certeza de nada...

terça-feira, 12 de junho de 2012

...no final do espetáculo a lembrança marcada nas paredes e no chão da casa que há poucas horas estava cheia, as luzes agora estão apagadas. No camarim, das 14 lâmpadas de vapor de mercúrio apenas 3 funcionam. No espelho, refletida ao fundo, a roupa lembrava o glamour da noite, mas em primeiro plano só era possível ver manchas borradas no rosto do artista, maquiagem que se esvaia arrastada pela força do suor, um olhar triste e melancólico lembrava que algo diferente e muito maior que o sucesso do palco o tirava dos aplausos e o jogava para o fundo de si mesmo, solitário em meio a tantos e tão desejosos, ele só queria sentir o calor gostoso do abraço que o apertava contra o peito e o protegia de tudo, de todos, de si mesmo... de repente a saudade o fez lembrar que mesmo distante ele não estava só, lá, quase a 3.000 quilômetros de onde estava, ele estaria seguro, aqueles braços, aquele peito, aquele carinho, aquele desejo... não só o sentimento, mas também a casa, não só a casa, mas as coisas que se realizavam lá e a mistura da memória entre cheiros, gostos e imagem o fazia ter certeza que mesmo depois de tantos desencontros, lá era o seu lugar, ao menos era lá que ele queria estar, entre máscaras de vudus, entre fridas e khalos, cama de mola, cheiro de ovo frito com verdura, gosto de iogurte, som de ventilador... tudo aquilo se juntava e formava a paisagem em 14"... só com a velocidade possível empreendida pelo desejo e memória, ele estava em pé naquela sala, em frente ao sofá e era lá que ele queria estar, porque diante de tudo que se apresentava, era o único lugar que ele queria estar...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

...definitivamente amar não é pra fracos, aguentar a dor da distância não é pra fracos e se recuperar de tudo isso não é pra fracos... eu sei que sou forte, mas, quando penso no passado estou sendo fraco. O pior são as inconstâncias entre os momentos fortes e os momentos fracos... tenho, acredito, sido mais forte que fraco... ei, você que quer me tirar desse jogo de ser forte e ser fraco, "só venha se for para o bem"....

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Coisas que você me disse e não faz mais, não lembra mais, não quer mais...


Atender ao fone, sabendo que você só ligou pra ouvir a minha voz;
Ficar quietinho a meu lado;
Fazer uma florzinha de origami só pra ver meu sorriso;
Entregar-me uma constelação de papel;
Dormir enquanto eu assisto a filmes maravilhosos e tento interagir contigo no mais inocente dos sonos;
Sentir o suave sabor do vinho num copo de requeijão.
Vinho que eu não provei.
Guardar um pouquinho de bobó pra me ver feliz.
Compartilhar uma torrada de pão francês que custou vinte reais.
Trocar ovos de páscoa e não esperar até o domingo.
Proteger-me dos trovões que assustavam a você e a mim.
“A felicidade é feita de pequenos momentos felizes”. "E das memórias e vontade de torná-los eterno"

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

...que cosa fuera la maza sin cantera?...

La Maza

Mercedes Sosa

Si no creyera en la locura
de la garganta del cenzontle,
si no creyera que en el monte
se esconde el trigo y la pavura...

Si no creyera en la balanza,
en la razón del equilibrio,
si no creyera en el delirio,
si no creyera en la esperanza...

Si no creyera en lo que agencio,
si no creyera en mi camino,
si no creyera en mi sonido,
si no creyera en mi silencio...

¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera?
un amasijo hecho de cuerdas y tendones,
un revoltijo de carne con madera,
un instrumento sin mejores pretenciones
de lucecitas montadas para escena...
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?
un testaferro del traidor de los aplausos,
un servidor de pasado en copa nueva,
un eternizador de dioses del ocaso,
júbilo hervido con trapo y lentejuela . . .
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?

Si no creyera en lo más duro,
si no creyera en el deseo,
si no creyera en lo que creo,
si no creyera en algo puro...

Si no creyera en cada herida,
si no creyera en lo que ronde,
si no creyera en lo que esconde
hacerse hermano de la vida...

Si no creyera en quien me escucha,
si no creyera en lo que duele,
si no creyera en lo que quede,
si no creyera en lo que lucha...

¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera?
un amasijo hecho de cuerdas y tendones,
un revoltijo de carne con madera,
un instrumento sin mejores pretenciones de lucecitas montadas para escena...
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

...então, você sai da minha vida, mente e engana. Pra voltar o processo é mais demorado... por enquanto sobras amorfas de um passado que já parece distante... de qualquer forma, pressupõe muito mais esforço seu que meu!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

...bom dia, por aqui tenho a impressão de que não exponho tanto o que comunico. Hoje eu estou cheio de esperanças, ontem li coisas que me deixaram felizes, espero que o telefone toque nas próximas 48 horas... Será?

domingo, 30 de outubro de 2011

...feliz aniversário meu amor! Você não sabe como me dói não estar contigo neste dia, como me dói não poder te dar um abraço... me dói mais ainda saber que você não quer mais compartilhar coisas singelas comigo... ando meio perdido sem você!

sábado, 29 de outubro de 2011

...às vezes o vazio imenso bate, mesmo cercado de pessoas o coração dói por não estar contigo... 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Se eu sinto falta? Todos os dias! Se eu me arrependo de ter feito o que eu fiz? Não, nada... não me arrependo de ter sido sincero com os  meus sentimentos! Se eu acho que ele refletiu sobre os erros dele? Não sei, não me convém discutir sobre isso. Se há algo a ser feito? Sim, seguir em frente e cultivar o meu jardim, as borboletas sempre chegam perto de jardins floridos... Se tem alguma borboleta especial que eu deseje por perto? Sim, mas, ela não quer mais vir até meu jardim, perdeu o encanto pelo cheiro que ele tem!!! Chorar, sofrer, seguir em frente... 

domingo, 23 de outubro de 2011

...você ainda é muito importante pra mim, não é à toa que eu durmo e acordo pensando em você, mas optar pela vida é o mais honestos dos sentimentos... você saiu e me deixou, assim como você se foi, se quiser volta, mas, eu não posso mais te buscar... atropelaria a minha condição humana... amar não é perder a dignidade, espero ansioso pelo dia que não doa mais, queria que você com você, mas, a decisão não é só minha...
...eu até cheguei a pensar que existia amor de verdade, que ele seria mais do que mais um... tenho escutado muito atentamente o novo cd da Maria Rita e tem uma música que me faz pensar muito... eu pensava que a minha história demodê, iria ser vivida... mas, parece que entramos na moda... eu queria ser só de você... mas, parece que não deu... ainda dói, cada dia menos... está na hora de dançar, mas, parece que o par vai variar, será que ele ainda me concederia uma última dança? E se acertássemos o passo? ...


Fica a letra da música para pensarmos juntos...

Só de Você - Álbum elo, Maria Rita!
Será que a gente ainda será
A velha estória de amor que sempre acaba bem, meu bem
Meio demodê para hoje em dia
Antigamente, tudo era bem mais chique
Porque a gente nem sabe porque
Mas acontece que eu nasci pra ser só de você
É claro que a sorte também ajudou
Ultimamente, um romance dura pouco
Cola, seu rosto no meu rosto
Enrola, seu corpo no meu corpo
Agora, está na hora de dançar...